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terça-feira, 5 de abril de 2016

EMERSON FITTIPALDI TEM CARROS HISTÓRICOS PENHORADOS POR ORDEM JUDICIAL

Parte da história do automobilismo brasileiro corre risco de mudar de direção e sair das mãos de seu dono. Em dificuldades financeiras, Emerson Fittipaldi teve vários objetos penhorados pela Justiça, incluindo carros que marcaram época em duas importantes categorias. Foram levados pela Justiça modelos da Copersucar, equipe criada por ele e pelo irmão Wilson Fittipaldi, e até mesmo carros da Penske com os quais conquistou as 500 milhas de Indianápolis e o título de 1989 da Fórmula Indy. Troféus, obras de arte e computadores também foram objetos da penhora, revelada por reportagem do “Domingo Espetacular”, da Record, no domingo. Os itens serão avaliados e colocados em leilão, diz a matéria. Cabe recurso.
Oficiais de justiça foram na última quarta-feira, dia 30 de março, a um escritório do ex-piloto, no bairro Jardim Paulistano, em São Paulo. Com um mandado de penhora de bens decorrente de cobrança de dívidas, eles deixaram o local com os objetos. O GloboEsporte.com entrou em contato com o escritório do advogado Abdo Jorge Salém, que fala na reportagem como representante de uma instituição que entrou com o pedido de penhora, mas não obteve retorno.
A matéria afirma que os carros teriam sido levados ao circuito de Interlagos. Porém, o GloboEsporte.com entrou em contato com a SPTuris, responsável pelo autódromo, que disse ser improcedente a informação. Segundo apurado, o escritório foi totalmente esvaziado. Além dos carros citados, foram levados também a Penske da vitória das 500 Milhas de 1993, além de dois “Pace Cars” (carro de segurança) de seus triunfos na Indy 500.
Nos últimos anos, ordens judiciais bloquearam valores de contas do bicampeão. O advogado Abdo Jorge Salém afirma que só pediu a penhora de bens após constatar que os valores encontrados nas contas de Emerson não alcançam os valores cobrados.
Em consulta ao Tribunal de Justiça de São Paulo, é possível identificar cerca de 60 ações contra o bicampeão mundial de F1 e sua empresa de marketing, em diversos foros do estado de São Paulo, totalizando pouco mais de R$ 27 milhões. Dentre as ações estão execuções de títulos extra judiciais, reintegrações de posse, busca e apreensão, desapropriação, cartas precatórias cíveis e execuções fiscais. A maioria delas ainda em tramitação, e poucas delas estão extintas. Dentre os credores estão diversos bancos (Banco do Brasil, Itaú, Safra, ABC e Santander), prefeituras, empresas e pessoas físicas. O Banco do Brasil é o maior credor, com 11 ações, totalizando R$ 13.489.898,45.
Por meio de nota à reportagem da Record, a empresa de marketing informou que o ex-piloto não se encontrava no país e divulgou a seguinte mensagem: “A EF Marketing esclarece que, como todas as empresas brasileiras, enfrentas as dificuldades geradas pelo cenário econômico do país e que tem a convicção de que irá superar estes problemas de uma forma positiva. O Sr. Emerson Fittipaldi acredita na força de recuperação do Brasil”. O GloboEsporte.com entrou em contato com as empresas de marketing e assessoria de Fittipaldi, que ficaram de enviar uma posição oficial sobre o assunto.
Não é a primeira vez que Emerson Fittipaldi enfrenta dificuldades financeiras. Nos anos 1970 e 1980, o bicampeão mundial acumulou muitas dívidas em razão dos gastos com o projeto Copersucar, única equipe brasileira da história da Fórmula 1 e que durou sete anos, sem ter conquistado uma vitória. Graças ao sucesso na Indy no fim dos anos 1980, início dos 1990, Emerson recuperou-se economicamente. No entanto, nos anos seguintes, voltou a acumular dívidas em razão de negócios e projetos em que se envolveu. Eentre as empreitadas de Emerson estão as realizações das etapas da Indy no Rio de Janeiro, provas do Mundial de Endurance em Interlagos, além empresas de marketing e fazendas no estado de São Paulo.

Jornal da Record

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