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sábado, 13 de dezembro de 2014

Polícia do RJ leva serial killer a locais onde cometeu crimes

Ele indicou a agentes locais onde matou pessoas na Baixada Fluminense.

Assassino não foi pego em contradição nenhuma vez, segundo delegado. A polícia encontrou, na tarde deste sábado (13), provas que confirmam crimes que Sailson José das Graças confessou ter cometido. Ele diz ter matado 43 pessoas em nove anos. Por causa disso, ele, que estava preso na Polinter, na Cidade da Polícia, foi conduzido novamente à Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), em Belford Roxo, para ajudar nas investigações.

Sailson afirma não se arrepender dos crimes (Foto: Reprodução / TV Globo)Polícia teria confirmado sete homicídios cometidos
por Sailson (Foto: Reprodução / TV Globo)
A polícia levou Sailson para locais onde ele afirma que teria matado pessoas. Lá foram encontradas provas que confirmam os depoimentos que o criminoso deu na DHBF, com uma riqueza de detalhes que impressionou os agentes.
No penúltimo crime que teria cometido, em novembro deste ano, Sailson diz ter assassinado Raimundo Basílio da Silva, de 60 anos. Ele contou no depoimento que abandonou perto do local do crime um boné, porque estava sujo de sangue. Bastaram alguns passos para que o boné fosse encontrado no chão, com as mesmas marcas de sangue descritas pelo assassino. “Nós fizemos algumas diligências com ele, para confirmar informações que obtivemos anteriormente”, afirmou o delegado Marcelo Machado. “Esta próxima semana será dedicada à busca de dados sobre outras ocorrências neste período de nove anos. A gente está otimizando as nossas ações com base nos dados que ele forneceu. Depois vamos partir para uma investigação mais genérica”, diz o delegado Pedro Henrique Medina.Dos 43 homicídios que Saílson diz ter cometido, sete foram confirmados pela polícia. Ainda houve uma tentativa de homicídio. Sailson não foi apanhado em mentiras nenhuma vez. Dados muitos específicos relatados na confissão de vários crimes estão sendo checados e confirmados.
A investigação de casos mais antigos deve demorar, pois será preciso recolher informações em delegacias de toda a Baixada Fluminense. Os investigadores esperam que novas vítimas procurem a polícia.
No final da tarde deste sábado (13), Sailson foi levado de volta à cela da Polinter, onde segue preso.
Sailson deixa a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense em direção à Polinter (Foto: Cristina Boeckel / G1)Sailson deixa a Delegacia de Homicídios da Baixada
Fluminense em direção à Polinter na sexta (12)
(Foto: Cristina Boeckel / G1)
Jovem foi estuprada e esfaqueada
Uma mulher de 22 anos diz ter sido violentada e ameaçada por Sailson, no fim de outubro. Em depoimento na Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), ela revelou que, no dia 29 de outubro, Sailson invadiu a casa dela por volta de seis da manhã.  Como mostrou o RJTV deste sábado (13), o criminoso teria empregado os mesmos métodos que confessou usar com todas as outras vítimas: estrangulamento e facadas.

"Não falou nada. Só fez o ato e falava 'cala a boca, cala a boca... você vai morrer. Cala a boca que você vai morrer'. E na hora das facadas, ele falou: 'eu vou matar você'. Mais nada. Ele é frio", disse a vítima.
Foram 40 minutos de horror. A vítima levou facadas nos ombros, no peito e no pescoço. Segundo ela, Sailson ameaçou também estrangular o menino de dois anos. A mulher tem certeza que seu agressor é Sailson. "Não tenho dúvida nenhuma. É ele. Ele acabou com a minha vida, destruiu a minha vida, meu psicológico", disse a mulher.
A vítima esteve na delegacia na sexta-feira (12) mas não pode reconhecer Sailson pessoalmente porque ele já tinha sido levado para a Polinter.
A polícia agora espera que novas vítimas procurem a delegacia para que os investigadores possam checar se a descrição dos crimes coincide com aqueles que Sailson já confessou. Até este sábado, já tinham sido identificadas sete pessoas que podem ter sido mortas pelo assassino, além de duas vítimas que conseguiram sobreviver. Os investigadores ainda apuram mais dois casos que são semelhantes aos crimes relatados pelo bandido.
Vítimas tinham o mesmo perfil
A maioria das vítimas tinha o mesmo perfil: mulheres brancas, moradoras da Baixada Fluminense. Quatro homens teriam sido mortos por encomenda. O criminoso confessou ainda ter assassinado uma criança – o único crime do qual diz se arrepender.

"A confissão é relativa. No inquérito policial, a gente usa provas materiais. Então, a gente dá uma ênfase muito grande nestes trabalhos e estes inquéritos policiais estão sendo trabalhados aqui na delegacia, não estão sendo baseados só na confissão, em outros elementos que levam a crer o envolvimento deles no crime", disse o delegado responsável pelo caso.
Cleusa Balbina de Paula e o ex-marido dela, José Messias, foram levados para penitenciárias do estado. Eles são acusados de terem encomendado alguns dos crimes cometidos Sailson.

G1.

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