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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Justiça do Rio decreta prisão de Sininho e mais 2 manifestantes

Os 3 teriam descumprido medidas cautelares impostas por habeas corpus.

Segundo a polícia, manifestantes teriam ido a um protesto em outubro.

O juiz Flavio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal da Capital, decretou nesta quarta-feira (3) a prisão preventiva dos manifestantes Elisa Quadros Pinto, conhecida como Sininho, Igor Mendes da Silva e Karlayne Moraes da Silva Pinheiro, a Moa. Segundo a decisão, os três descumpriram medidas cautelares impostas por um habeas corpus concedido em agosto pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, que impedem que eles participem de protestos.

No dia 15 de outubro, segundo investigações da Polícia Civil, os réus foram a um ato na Cinelândia, em frente à Câmara de Vereadores. “É mais um ato que só confirma o terrorismo de estado que está sendo feito contra quem se manifesta politicamente nesse país. Nós estamos trabalhando para dar uma resposta jurídica adequada para mais um fato de arbitrariedade do juíz da 27ª Vara Criminal. Nós vamos entrar com os recursos apropriados”, disse Marino D' Icarahy.Segundo a Justiça, os três mandados de prisão foram expedidos e Igor Mendes da Silva já está preso. Sininho e Moa são consideradas foragidas. A defesa de Igor e Elisa considera o pedido de prisão um ato de "terrorismo" e disse não saber onde Sininho estaria.
Entenda o caso
Sininho e outros 20 ativistas são acusados formação de quadrilha armada, sob a acusação de que planejariam atos violentos durante a Copa do Mundo. Sininho foi presa duas vezes, a última no dia 11 de julho, e assim como outros ativistas teve um habeas corpus concedido pelo desembargador Siro Darlan, da 7ª Câmara Criminal. Para esperar o julgamento em liberdade, no entanto, eles não podem deixar o país e nem participar de manifestações.

Elisa Quadros é considerada uma das lideranças das manifestações no Rio desde 2013 e foi uma das 23 pessoas que tiveram a prisão decretada às vesperas da Copa do Mundo, dia 12 de julho. Todos, no entanto, haviam conseguido habeas corpus, menos Fábio Raposo e Caio Silva, que respondem também ao processo pela morte do cinegrafista Santiago Andrade, em fevereiro deste ano.
G1

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