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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Das 12 arenas da Copa, apenas 5 estarão na Série A do Brasileiro

Em 2014 o Brasil foi, mais do que nunca, o país do futebol. Preparou-se (leia-se: gastou dinheiro de rôdo) para realizar a competição. E uma coisa que se criticou durante muito tempo foi o quanto se “investiu” na construção ou reforma de estádios em cidades que não têm tradição alguma no futebol. O que seria feito com esses possíveis “elefante-brancos”?
Pois bem, em 2015, todos os estádios poderão ser usados sem qualquer restrição da Fifa (sem aquela frescura de poder utilizar até data tal e num sei o quê). Mas serão realmente usados? Das 12 arenas, 8 serão utilizadas com regularidade apenas nas séries A e B do Brasileirão. Ou seja, de cara, quatro terão que se contentar em receber partidas “interessantíssimas” das séries C e D (pense num dinheiro bem empregado).
Neste caso, estamos falando da Arena Pantanal (R$ 646 milhões); Arena da Amazônia (R$ 605 milhões); Arena das Dunas (R$ 423 milhões); e o estádio mais caro do mundo, o Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, que custou o impressionante montante de R$ 1,778 bilhão. É preciso muita cara de pau para justificar tanto dinheiro e querer dizer que esses estádios irão “se pagar” com a realização de eventos paralelos ao futebol.
Destes, devemos fazer uma ressalva em relação ao estádio de Natal, a Arena das Dunas. É que apesar de ter um time da capital na série B, o ABC manda os jogos no estádio Frasqueirão. E para fazer partidas na Arena vai depender de algum acerto e, mesmo assim, dificilmente o clube vai transferir todos os jogos para lá. O outro clube da capital, o América-RN, foi rebaixado para a Terceira Divisão e é quem atua na Arena com frequência.
Dos 8 restantes, outra informação interessante: apenas cinco serão palcos regulares na elite do futebol nacional. Poderíamos ter seis, mas o Sport vive uma situação semelhante ao do ABC. O único representante do Nordeste na Série A manda os jogos na Ilha do Retiro e costuma fazer jogos esporádicos na Arena Pernambuco.
Portanto, três estarão na série B: Arena Castelão (R$ 518 milhões); Arena Fonte Nova (R$ 592 milhões) e Arena Pernambuco (R$ 532 milhões).
E já que dificilmente este panorama vai mudar em um futuro próximo, vamos sempre ficar com essa dúvida: será que o dinheiro gasto nos estádios foi realmente necessário?
PS: A dúvida na verdade é se alguém tem dúvida de que jogamos dinheiro pelo ralo, não é mesmo?
Portal Tambau 247-Autor: Tabelinha E.C.

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