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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Arqueólogos descobrem o que pode ser um dos maiores palácios reais da Idade Média.


RIO - Os arqueólogos descobriram, no sul da Inglaterra, o que pode ser um dos maiores palácios reais da Idade Média já encontrado e, atualmente, enterrado no subsolo e protegido por uma grande fortaleza pré-histórica.
A construção do século XII foi encontrada através da utilização de tecnologia que mapeia geofisicamente o solo, como se fosse um raio X. O palácio teria ficado enterrado por mais de 700 anos.
Localizado entre defesas de terraplanagem datadas da Idade do Ferro, o palácio foi encontrado no condado de Wiltshire, fundado por Guilherme, o Conquistador, que  tornou o local um dos mais importantesna vida política inglesa: foi o local em que a nobreza local jurou lealdade ao rei. 

O levantamento geofísico do local está sendo realizado por arqueólogos da Universidade de Southampton e está fornecendo oportunidades sem precedentes para o pesquisadores compreenderem plenamente o urbanismo da região. 

Até o momento, a pesquisa revelou as bases de dezenas de casas comuns enterradas e um vasto complexo que provavelmente foi um palácio real. O palácio possui 65 metros de largura e 170 de comprimento, dispostos em torno de um grande pátio. O levantamento apontou que a construção tinha paredes de 3 metros de espessura e uma grande sala com 60 metros de comprimento, o que provavelmente era um salão. Torres e outros andares da construção também foram identificados.

Local virou um campo verde, o que facilitou o trabalho dos pesquisadores - University of Southampton 2014
 A localização, o design e o tamanho do complexo sugerem fortemente que era um palácio, provavelmente, um real. O principal candidato para a construção é, talvez, o rei Henrique I, em algum momento do início do século 12 — afirmou Dr. Edward Impey, especialista em edifícios medievais e diretor-geral do instituto Royal Armouries. 

É a primeira vez que arqueólogos na Grã-Bretanha encontram um provável palácio medieval deste porte. Até então, os historiadores acreditavam que a única residência real no local era um estabelecimento muito menor no topo de um morro. 

— Esta é uma descoberta de uma importância imensa. Revela a escala monumental de trabalhos na construção em curso no início do século 12 — afirmou o historiador David Bates, da Universidade de East Anglia. 

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Um dos facilitadores do trabalho dos pesquisadores é que a cidade ficou abandonada e acabou se transformando em um campo verde. 

— Arqueólogos e historiadores sabem há séculos que havia uma cidade medieval na região mas até agora não houve nenhuma localização específica. Nossa pesquisa mostra onde estes edifícios estão localizados — afirmou Kristian Strutt, da Universidade de Southampton.

Através de um ‘raio-x’ foi possível identificar as construções enterradas - University of Southampton 2014

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